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A Geração de Valor no Planejamento da Estratégia

23 de junho de 2025 3 min.
A Geração de Valor no Planejamento da Estratégia

Na busca por eficiência, muitas empresas ainda caem na armadilha de repetir orçamentos antigos, ajustando-os com base em inflação ou metas genéricas. Na BPI, defendemos uma abordagem diferente: o Orçamento Base Zero 2.0. E é justamente na etapa de construção do orçamento que o potencial de transformação se revela com mais força.

A Base do Processo: Unidades Orçamentárias com Responsabilidade

Cada orçamento precisa de um dono. O OBZ 2.0 começa definindo Unidades Orçamentárias (U.O.), estruturas como departamentos ou diretorias que concentram recursos significativos e têm um gestor responsável. Esse gestor atua como protagonista do orçamento da área, com profundo conhecimento técnico, domínio dos dispêndios e, principalmente, visão crítica para identificar oportunidades de eficiência.

Itens Orçamentários: O Detalhamento que Gera Consciência

A construção do orçamento é feita a partir de itens orçamentários bem definidos, pequenas unidades de decisão que podem ser analisadas, ajustadas ou eliminadas. Para cada item, são registradas:

  • Nome, descrição e composição (fornecedor e/ou equipe interna)
  • Centro de custo e conta contábil
  • Valor mensalizado com memória de cálculo
  • Risco da não execução
  • Possibilidades de otimização

Esse nível de granularidade é essencial para permitir escolhas inteligentes e alinhadas com a estratégia da empresa. A seguir, temos um exemplo de itens orçamentários para área de Recursos Humanos.

Classificar para Priorizar

Cada item orçamentário é classificado em uma das quatro categorias:

  • Vitais: indispensáveis para manter a operação
  • Compulsórios: exigências legais ou contratuais
  • Desejáveis: agregam valor e estão conectados à estratégia
  • Complementares: baixo impacto ou valor pouco claro

Essa estrutura forma a torre orçamentária, que facilita a priorização e a tomada de decisão quando há restrição de recursos.

A Força da Justificativa Técnica

No OBZ 2.0, cada valor orçado é sustentado por uma memória de cálculo clara e rastreável. Seja um contrato fixo, um custo com volume variável ou uma projeção complexa, é fundamental explicitar os drivers de consumo (como número de usuários, volume de produção, km rodados etc.) e os fatores que sustentam cada gasto.

Avaliar, Otimizar, Evoluir

A etapa final, e talvez a mais estratégica, é a avaliação crítica e otimização dos itens orçamentários. O gestor deve refletir com profundidade sobre:

  • Redução de preços via negociação
  • Racionalização de consumo
  • Troca ou consolidação de fornecedores
  • Simplificação do escopo
  • Automação ou uso de IA
  • Revisão de políticas internas
  • Redimensionamento da estrutura
  • Sinergias entre áreas

Essas perguntas desafiam o status quo e transformam o orçamento em uma alavanca de performance, não apenas em uma fotografia de despesas passadas.

Com isso, A construção do orçamento no OBZ 2.0 não é uma etapa operacional, é uma verdadeira ferramenta de gestão estratégica. Quando bem conduzida, promove engajamento, clareza, responsabilidade e, principalmente, resultados. Se você quer que seu orçamento seja uma vantagem competitiva e não uma limitação, comece do zero. E faça com método.

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    O Altman Z-Score é um dos modelos mais utilizados no mundo para avaliar a saúde financeira de uma empresa e prever riscos de falência. Ele mede a condição econômico-financeira do negócio e aponta se a organização está em uma zona segura, de atenção ou de risco elevado de insolvência.

    O método reúne indicadores-chave de liquidez, rentabilidade, endividamento e eficiência em um único resultado, simples de interpretar, oferecendo uma visão consolidada da situação da empresa.

    Com isso, o Altman Z-Score fornece clareza para gestores e investidores tomarem decisões de crédito, investimento e gestão de riscos de forma mais embasada e estratégica.

    O que é o Altman Z-Score?

    O Altman Z-score é um dos modelos mais utilizadas por bancos, credores e investidores que auxilia a prever qual o risco de insolvência das empresas. Este modelo foi desenvolvido por Edward Altman, professor de Finanças na Stern School of Business da universidade de Nova York (NYU), originalmente para avaliar empresas do setor industrial e adaptado para os demais setores.

    Em 1979, o modelo foi remodelado para atender as realidades brasileiras. Foi considerada uma amostra de 58 empresas de porte semelhante para validar o estudo. Desde que o modelo foi constituído outras versões vem têm surgido tentando aprimorar cada vez mais o modelo.

    A última revisão oficial realizada pelo mesmo autor foi em 2002. Nesta adaptação, foi considerado incorporar medidas que ajustassem as empresas de diferentes setores e não somente empresas do segmento industrial. Desde modo, a nova versão do modelo alterou a variável onde utiliza o valor do Patrimônio Líquido contábil ao invés do valor de mercado do capital próprio.

    Como é calculado o Altman Z-Score?

    O Z-score utiliza um modelo de ponderação de 5 indicadores financeiros cada uma medindo um atributo específico: liquidez, rentabilidade, endividamento, eficiência e retorno sobre os ativos. A fórmula padrão mais usada é a seguinte:

    Z = 1,2 x CapitaldeGiro/AtivoTotal + 1,4 x LucrosAcumulados/AtivoTotal + 3,3 x EBIT/ AtivoTotal + 0,6 x ValordeMercadoEquity/PassivoTotal + 0,99 x ReceitaLíquida/ AtivoTotal

    Mede a liquidez de curto prazo da empresa

    Indica o grau de dependência de financiamento por dívida para sustentar as operações. Quanto maior, mais a companhia consegue financiar suas atividades com recursos próprios em vez de empréstimos.

    Avalia a capacidade de gerar lucro operacional a partir dos ativos. Um índice mais alto indica maior rentabilidade e eficiência no uso dos recursos.

    Mede o risco potencial do valor de mercado do patrimônio líquido frente ao endividamento. Um valor de mercado baixo em relação ao passivo reflete percepção negativa do mercado sobre as perspectivas da empresa.

    Mostra a receita gerada em comparação à base de ativos. Percentuais mais elevados indicam maior eficiência na geração de receita e maior lucratividade, já que reduzem a necessidade de reinvestimentos constantes.

    Como interpretar o Altman Z-Score?

    Ao calcular o Altman Z-Score, a empresa terá um resultado de 1 a 4.

    Nessa faixa, a empresa apresenta alto risco de insolvência. É fundamental adotar medidas imediatas de reestruturação de custos, renegociar dívidas e buscar alternativas de capital emergencial. A prioridade deve ser restaurar a liquidez e garantir a sobrevivência no curto prazo.

    Aqui, a situação é incerta e vulnerável. Apesar de não estar em colapso iminente, a empresa precisa agir para melhorar margens, aumentar a eficiência operacional e preparar planos de contingência. A atenção redobrada e os ajustes estratégicos são essenciais para evitar o agravamento do risco.

    Empresas nessa faixa demonstram solidez financeira. A prioridade deve ser manter a disciplina, investir em crescimento e utilizar a posição de força para consolidar vantagens competitivas no mercado. Trata-se de um momento favorável para planejar a expansão com segurança.

    Quer descobrir o Z-Score da sua empresa?

    A BPI desenvolveu uma calculadora gratuita de Altman Z-Score, simples e prática.
    Basta inserir algumas informações financeiras e você terá o resultado na hora, com clareza sobre o nível de risco ou segurança do seu negócio.

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