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Conheça a maturidade orçamentária do seu negócio

12 de agosto de 2025 5 min.
Conheça a maturidade orçamentária do seu negócio

A maturidade orçamentária representa o nível de evolução de uma organização na gestão de seu orçamento, desde estágios iniciais e pouco estruturados até um modelo avançado, orientado por dados e totalmente integrado à estratégia corporativa. Esse conceito é fundamental para empresas que buscam eficiência, otimização de recursos e geração de valor de forma contínua.

Neste artigo, exploraremos os quatro estágios de maturidade orçamentária, apresentando características, desafios e ações necessárias para evoluir de um nível ao outro.

Estágio Incipiente Sem Controle

No estágio inicial, o processo orçamentário é predominantemente manual e fragmentado, marcado pela ausência de padrões e pela dependência de controles e formulários manuais. Essa falta de estrutura impede a mensuração confiável dos resultados e torna a melhoria contínua um esforço pontual, sem caráter sistêmico.

As iniciativas de otimização de gastos ocorrem de forma isolada, sem análise de impacto e priorização de recursos. A inovação é rara e episódica, surgindo apenas quando alguém se dispõe a “fazer diferente”, sem suporte consistente de governança ou tecnologia.

Ações para evolução: implementar momentos formais de alinhamento, criar um cronograma de revisões e estabelecer rotinas mínimas de acompanhamento. O objetivo é transformar o orçamento em uma ferramenta de aprendizado, permitindo alocação mais criteriosa de recursos e estimulando melhorias sucessivas.

Estágio Básico Operacional

Neste nível, o ciclo orçamentário segue um roteiro de etapas conhecidas e bem definidas pelos principais envolvidos, embora ainda dependa parcialmente de controles manuais. Já existem relatórios periódicos de comparação entre previsto e realizado, permitindo análises estruturadas de desvios e oportunidades de redução de custos.

A melhoria contínua acontece de forma reativa: identifica-se um problema e corrige-se no ciclo seguinte, mas sem revisão profunda de premissas ou modelos de alocação de recursos. A inovação ainda aparece de maneira isolada e sem integração ampla.

Ações para evolução: padronizar templates, automatizar tarefas repetitivas e adotar premissas mais embasadas. Ao liberar tempo da equipe, é possível focar na análise de alternativas que maximizem o retorno e fomentem resultados incrementais.

Estágio Estruturado Controlado

Aqui, políticas, responsabilidades e integrações tecnológicas sustentam um processo orçamentário confiável e colaborativo. As premissas são debatidas e comparadas a indicadores operacionais em tempo real, permitindo ajustes proativos antes que desvios comprometam os resultados.

A melhoria contínua é registrada e disseminada, e as equipes trabalham com metas claras de otimização, priorizando iniciativas de maior impacto. O orçamento passa a ser uma ferramenta estratégica para tomada de decisão e incentivo à inovação.

Ações para evolução: acelerar a cadência de revisões, incorporar análises preditivas que antecipem tendências e alinhar a remuneração variável aos ganhos de eficiência e geração de valor.

Estágio Alta Performance

No estágio mais avançado, o orçamento é parte central da estratégia corporativa e motor explícito de criação de valor. As premissas são baseadas em dados de mercado, analytics avançado e indicadores em tempo real. O uso de rolling forecast permite ajustes rápidos e precisos na alocação de capital conforme o ambiente de negócios muda.

A melhoria contínua é institucionalizada, sustentada por processos claros, metas cruzadas de eficiência e programas de otimização de gastos amplamente divulgados. A cultura organizacional valoriza gestores orientados por dados, que buscam constantemente a melhor relação entre risco, retorno e impacto estratégico.

Ações para consolidação: manter a governança de dados robusta, expandir a aplicação de inteligência artificial para análises e continuar promovendo uma cultura de decisões baseadas em valor gerado.

Conclusão: A Jornada da Maturidade Orçamentária

A evolução na maturidade orçamentária não é apenas uma mudança técnica, mas também cultural. Organizações que avançam nesse caminho conseguem reduzir desperdícios, aumentar a previsibilidade dos resultados e transformar o orçamento em um instrumento de competitividade.

Ao compreender em qual estágio a empresa se encontra e quais práticas adotar para evoluir, gestores podem construir uma gestão orçamentária mais eficiente, alinhada à estratégia e capaz de sustentar o crescimento a longo prazo.

Se você deseja receber um diagnóstico individualizado sobre em qual desses estágios sua empresa está, A BPI está oferecendo gratuitamente o Diagnóstico de Maturidade Orçamentária, uma ferramenta objetiva para avaliar como sua empresa planeja, executa e acompanha o orçamento anual.

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    O Altman Z-Score é um dos modelos mais utilizados no mundo para avaliar a saúde financeira de uma empresa e prever riscos de falência. Ele mede a condição econômico-financeira do negócio e aponta se a organização está em uma zona segura, de atenção ou de risco elevado de insolvência.

    O método reúne indicadores-chave de liquidez, rentabilidade, endividamento e eficiência em um único resultado, simples de interpretar, oferecendo uma visão consolidada da situação da empresa.

    Com isso, o Altman Z-Score fornece clareza para gestores e investidores tomarem decisões de crédito, investimento e gestão de riscos de forma mais embasada e estratégica.

    O que é o Altman Z-Score?

    O Altman Z-score é um dos modelos mais utilizadas por bancos, credores e investidores que auxilia a prever qual o risco de insolvência das empresas. Este modelo foi desenvolvido por Edward Altman, professor de Finanças na Stern School of Business da universidade de Nova York (NYU), originalmente para avaliar empresas do setor industrial e adaptado para os demais setores.

    Em 1979, o modelo foi remodelado para atender as realidades brasileiras. Foi considerada uma amostra de 58 empresas de porte semelhante para validar o estudo. Desde que o modelo foi constituído outras versões vem têm surgido tentando aprimorar cada vez mais o modelo.

    A última revisão oficial realizada pelo mesmo autor foi em 2002. Nesta adaptação, foi considerado incorporar medidas que ajustassem as empresas de diferentes setores e não somente empresas do segmento industrial. Desde modo, a nova versão do modelo alterou a variável onde utiliza o valor do Patrimônio Líquido contábil ao invés do valor de mercado do capital próprio.

    Como é calculado o Altman Z-Score?

    O Z-score utiliza um modelo de ponderação de 5 indicadores financeiros cada uma medindo um atributo específico: liquidez, rentabilidade, endividamento, eficiência e retorno sobre os ativos. A fórmula padrão mais usada é a seguinte:

    Z = 1,2 x CapitaldeGiro/AtivoTotal + 1,4 x LucrosAcumulados/AtivoTotal + 3,3 x EBIT/ AtivoTotal + 0,6 x ValordeMercadoEquity/PassivoTotal + 0,99 x ReceitaLíquida/ AtivoTotal

    Mede a liquidez de curto prazo da empresa

    Indica o grau de dependência de financiamento por dívida para sustentar as operações. Quanto maior, mais a companhia consegue financiar suas atividades com recursos próprios em vez de empréstimos.

    Avalia a capacidade de gerar lucro operacional a partir dos ativos. Um índice mais alto indica maior rentabilidade e eficiência no uso dos recursos.

    Mede o risco potencial do valor de mercado do patrimônio líquido frente ao endividamento. Um valor de mercado baixo em relação ao passivo reflete percepção negativa do mercado sobre as perspectivas da empresa.

    Mostra a receita gerada em comparação à base de ativos. Percentuais mais elevados indicam maior eficiência na geração de receita e maior lucratividade, já que reduzem a necessidade de reinvestimentos constantes.

    Como interpretar o Altman Z-Score?

    Ao calcular o Altman Z-Score, a empresa terá um resultado de 1 a 4.

    Nessa faixa, a empresa apresenta alto risco de insolvência. É fundamental adotar medidas imediatas de reestruturação de custos, renegociar dívidas e buscar alternativas de capital emergencial. A prioridade deve ser restaurar a liquidez e garantir a sobrevivência no curto prazo.

    Aqui, a situação é incerta e vulnerável. Apesar de não estar em colapso iminente, a empresa precisa agir para melhorar margens, aumentar a eficiência operacional e preparar planos de contingência. A atenção redobrada e os ajustes estratégicos são essenciais para evitar o agravamento do risco.

    Empresas nessa faixa demonstram solidez financeira. A prioridade deve ser manter a disciplina, investir em crescimento e utilizar a posição de força para consolidar vantagens competitivas no mercado. Trata-se de um momento favorável para planejar a expansão com segurança.

    Quer descobrir o Z-Score da sua empresa?

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    Basta inserir algumas informações financeiras e você terá o resultado na hora, com clareza sobre o nível de risco ou segurança do seu negócio.

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