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A Importância de Gerar Valor do Controle E Captura

21 de julho de 2025 4 min.
A Importância de Gerar Valor do Controle E Captura

No universo da gestão empresarial, a implantação do Orçamento Base Zero (OBZ) não se encerra no momento da aprovação orçamentária. Pelo contrário, é após a definição do orçamento que o verdadeiro desafio começa: garantir que os recursos aprovados sejam utilizados da maneira correta, com disciplina, responsabilidade e rastreabilidade.

O que significa Controle e Captura no contexto do OBZ?

Ao contrário do modelo tradicional de orçamento incremental, que muitas vezes permite uma gestão passiva e permissiva, o OBZ exige vigilância ativa. O conceito de Controle refere-se à governança sobre a execução dos recursos aprovados, enquanto Captura trata da habilidade da organização em absorver e reter os ganhos identificados no processo de planejamento, evitando que as economias “escorram pelos dedos” ao longo do ano.

Esses dois pilares são fundamentais para evitar a chamada “inflação orçamentária”, fenômeno comum quando áreas pressionam por valores mais altos e, uma vez aprovados, utilizam esses recursos sem o devido rigor técnico.

A importância de uma governança sólida

Um dos grandes riscos após a implantação do OBZ é o afrouxamento das práticas que garantem sua efetividade. Muitas organizações falham ao abandonar o rigor da metodologia logo após o planejamento. É importante manter uma estrutura de governança ativa, que fiscalize o uso dos recursos, atue como guardiã dos critérios técnicos definidos durante a construção do orçamento e garanta que os gastos sigam a lógica de negócio e não de conveniência.

Isso implica em:

  • Controles automatizados de liberação de recursos, com checkpoints técnicos que validam se os gastos solicitados condizem com o escopo aprovado.
  • Acompanhamento periódico, com comparativos entre o executado e o planejado, promovendo accountability e correções de rota.
  • Transparência e rastreabilidade, permitindo que toda a organização entenda de onde vieram as economias e como elas estão sendo utilizadas.

Ferramentas de apoio ao controle

É importante a adoção de mecanismos técnicos de controle, como o "Controle Orçamentário por Atividade". Essa prática visa segregar o orçamento por atividades chave como viagens, treinamentos, consultorias e, a partir disso, criar regras de governança específicas para cada categoria.

Por exemplo, para o orçamento de viagens, pode-se exigir a validação de escopo, cotação mínima com três fornecedores e aprovação de liderança. Já para projetos com terceiros, pode haver checkpoints de entrega, validação de metas e etapas de pagamento por performance.

Além disso, o uso de sistemas integrados, como ERPs, plataformas de workflow e BI, é essencial para automatizar o controle e garantir agilidade sem abrir mão do rigor.

O papel da liderança e da área de performance

O sucesso do Controle e Captura depende da atuação coordenada entre diferentes áreas da empresa, com destaque para:

  • Área de Performance: responsável por garantir a coerência entre a execução e os objetivos definidos no OBZ, além de ser guardiã dos critérios técnicos. Essa área também pode atuar como intermediadora entre os solicitantes e os responsáveis por liberar recursos.
  • Liderança: deve assumir papel ativo na disciplina orçamentária, não apenas aprovando solicitações, mas cobrando resultados, desdobrando metas e promovendo a cultura de responsabilidade com o gasto.

Quando líderes patrocinam e exemplificam o uso responsável do orçamento, isso se dissemina na cultura organizacional, evitando a “captura indevida” dos ganhos e promovendo eficiência sustentável.

Caminhos para uma cultura de eficiência duradoura

Por fim, o controle e a captura dos ganhos devem ser vistos não como obstáculos à operação, mas como mecanismos de inteligência empresarial. A adoção de práticas robustas de governança, quando bem comunicadas e apoiadas por sistemas, deixam de ser burocráticas e passam a ser um diferencial competitivo.

Algumas boas práticas recomendadas:

  • Criar rituais mensais de prestação de contas entre áreas e liderança;
  • Definir responsáveis técnicos por cada pacote orçamentário, com metas e indicadores de performance;
  • Comunicar amplamente os resultados obtidos com o OBZ para reforçar a importância da disciplina orçamentária;
  • Estabelecer planos de ação corretivos quando houver desvios.

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    O Altman Z-Score é um dos modelos mais utilizados no mundo para avaliar a saúde financeira de uma empresa e prever riscos de falência. Ele mede a condição econômico-financeira do negócio e aponta se a organização está em uma zona segura, de atenção ou de risco elevado de insolvência.

    O método reúne indicadores-chave de liquidez, rentabilidade, endividamento e eficiência em um único resultado, simples de interpretar, oferecendo uma visão consolidada da situação da empresa.

    Com isso, o Altman Z-Score fornece clareza para gestores e investidores tomarem decisões de crédito, investimento e gestão de riscos de forma mais embasada e estratégica.

    O que é o Altman Z-Score?

    O Altman Z-score é um dos modelos mais utilizadas por bancos, credores e investidores que auxilia a prever qual o risco de insolvência das empresas. Este modelo foi desenvolvido por Edward Altman, professor de Finanças na Stern School of Business da universidade de Nova York (NYU), originalmente para avaliar empresas do setor industrial e adaptado para os demais setores.

    Em 1979, o modelo foi remodelado para atender as realidades brasileiras. Foi considerada uma amostra de 58 empresas de porte semelhante para validar o estudo. Desde que o modelo foi constituído outras versões vem têm surgido tentando aprimorar cada vez mais o modelo.

    A última revisão oficial realizada pelo mesmo autor foi em 2002. Nesta adaptação, foi considerado incorporar medidas que ajustassem as empresas de diferentes setores e não somente empresas do segmento industrial. Desde modo, a nova versão do modelo alterou a variável onde utiliza o valor do Patrimônio Líquido contábil ao invés do valor de mercado do capital próprio.

    Como é calculado o Altman Z-Score?

    O Z-score utiliza um modelo de ponderação de 5 indicadores financeiros cada uma medindo um atributo específico: liquidez, rentabilidade, endividamento, eficiência e retorno sobre os ativos. A fórmula padrão mais usada é a seguinte:

    Z = 1,2 x CapitaldeGiro/AtivoTotal + 1,4 x LucrosAcumulados/AtivoTotal + 3,3 x EBIT/ AtivoTotal + 0,6 x ValordeMercadoEquity/PassivoTotal + 0,99 x ReceitaLíquida/ AtivoTotal

    Mede a liquidez de curto prazo da empresa

    Indica o grau de dependência de financiamento por dívida para sustentar as operações. Quanto maior, mais a companhia consegue financiar suas atividades com recursos próprios em vez de empréstimos.

    Avalia a capacidade de gerar lucro operacional a partir dos ativos. Um índice mais alto indica maior rentabilidade e eficiência no uso dos recursos.

    Mede o risco potencial do valor de mercado do patrimônio líquido frente ao endividamento. Um valor de mercado baixo em relação ao passivo reflete percepção negativa do mercado sobre as perspectivas da empresa.

    Mostra a receita gerada em comparação à base de ativos. Percentuais mais elevados indicam maior eficiência na geração de receita e maior lucratividade, já que reduzem a necessidade de reinvestimentos constantes.

    Como interpretar o Altman Z-Score?

    Ao calcular o Altman Z-Score, a empresa terá um resultado de 1 a 4.

    Nessa faixa, a empresa apresenta alto risco de insolvência. É fundamental adotar medidas imediatas de reestruturação de custos, renegociar dívidas e buscar alternativas de capital emergencial. A prioridade deve ser restaurar a liquidez e garantir a sobrevivência no curto prazo.

    Aqui, a situação é incerta e vulnerável. Apesar de não estar em colapso iminente, a empresa precisa agir para melhorar margens, aumentar a eficiência operacional e preparar planos de contingência. A atenção redobrada e os ajustes estratégicos são essenciais para evitar o agravamento do risco.

    Empresas nessa faixa demonstram solidez financeira. A prioridade deve ser manter a disciplina, investir em crescimento e utilizar a posição de força para consolidar vantagens competitivas no mercado. Trata-se de um momento favorável para planejar a expansão com segurança.

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