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Origem do Orçamento Base Zero

17 de março de 2025 3 min.
Origem do Orçamento Base Zero

Você já deve ter ouvido falar sobre o Orçamento Base Zero, ou OBZ, inúmeras vezes. Mas já se perguntou de onde veio essa metodologia e qual é a história por trás dela? Para entender sua trajetória e adoção ao longo dos anos, precisamos voltar cerca de 80 anos.

Tudo começou no início da década de 1960, no Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Em 1961, durante o governo de John F. Kennedy, Robert McNamara, então Secretário de Defesa, enfrentava um grande desafio: definir metas e prioridades claras para o departamento. Na época, o mundo vivia o auge da Guerra Fria, com uma intensa corrida armamentista, e era crucial alinhar as prioridades com o orçamento disponível.

Foi então que McNamara desenvolveu a primeira metodologia estruturada de orçamentação, chamada de Planning, Programming, and Budgeting System (PPBS). Curiosamente, muitas das metodologias de gestão que usamos hoje têm suas raízes no setor militar.

Avançando para 1970, Peter Pyhrr, gerente de contabilidade da Texas Instruments, enfrentava um problema semelhante. Inspirado pela metodologia de McNamara, ele criou o que hoje conhecemos como Orçamento Base Zero (OBZ). A Texas Instruments tinha diversos projetos de P&D, mas um orçamento limitado. A questão era: quais projetos cortar?

Pyhrr desenvolveu uma metodologia de priorização que considerava custo, risco e os resultados esperados de cada projeto. O sucesso foi tão grande que ele expandiu a abordagem para todos os tipos de custos e despesas. No mesmo ano, ele publicou um artigo na Harvard Business Review detalhando a metodologia e os resultados alcançados. Em 1973, lançou seu livro Zero-Based Budgeting, consolidando a metodologia.

E aqui a história fica ainda mais interessante: Jimmy Carter, então governador da Geórgia e futuro presidente dos EUA, convidou Pyhrr para implementar medidas de redução de custos no governo estadual. Na época, a Geórgia enfrentava um sério déficit fiscal, mas, com a aplicação do OBZ, conseguiram cortar gastos, aumentar a eficiência e reverter o cenário.

Assim, o OBZ mostrou-se altamente eficaz não apenas no setor privado, mas também no público. Inicialmente adotado por empresas em crise, na década de 1990, até organizações saudáveis passaram a utilizá-lo para economizar recursos e reinvestir em oportunidades de crescimento.

Hoje, o OBZ é uma ferramenta versátil, aplicável a empresas de todos os portes e setores, em diversas situações.

A BPI Consultoria é referência na aplicação desta metodologia com dezenas de projetos bem-sucedidos implantados no Brasil e exterior.

Mais informações: https://www.bpiconsultoria.com/solucoes/orcamento-base-zero-obz/

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    O Altman Z-Score é um dos modelos mais utilizados no mundo para avaliar a saúde financeira de uma empresa e prever riscos de falência. Ele mede a condição econômico-financeira do negócio e aponta se a organização está em uma zona segura, de atenção ou de risco elevado de insolvência.

    O método reúne indicadores-chave de liquidez, rentabilidade, endividamento e eficiência em um único resultado, simples de interpretar, oferecendo uma visão consolidada da situação da empresa.

    Com isso, o Altman Z-Score fornece clareza para gestores e investidores tomarem decisões de crédito, investimento e gestão de riscos de forma mais embasada e estratégica.

    O que é o Altman Z-Score?

    O Altman Z-score é um dos modelos mais utilizadas por bancos, credores e investidores que auxilia a prever qual o risco de insolvência das empresas. Este modelo foi desenvolvido por Edward Altman, professor de Finanças na Stern School of Business da universidade de Nova York (NYU), originalmente para avaliar empresas do setor industrial e adaptado para os demais setores.

    Em 1979, o modelo foi remodelado para atender as realidades brasileiras. Foi considerada uma amostra de 58 empresas de porte semelhante para validar o estudo. Desde que o modelo foi constituído outras versões vem têm surgido tentando aprimorar cada vez mais o modelo.

    A última revisão oficial realizada pelo mesmo autor foi em 2002. Nesta adaptação, foi considerado incorporar medidas que ajustassem as empresas de diferentes setores e não somente empresas do segmento industrial. Desde modo, a nova versão do modelo alterou a variável onde utiliza o valor do Patrimônio Líquido contábil ao invés do valor de mercado do capital próprio.

    Como é calculado o Altman Z-Score?

    O Z-score utiliza um modelo de ponderação de 5 indicadores financeiros cada uma medindo um atributo específico: liquidez, rentabilidade, endividamento, eficiência e retorno sobre os ativos. A fórmula padrão mais usada é a seguinte:

    Z = 1,2 x CapitaldeGiro/AtivoTotal + 1,4 x LucrosAcumulados/AtivoTotal + 3,3 x EBIT/ AtivoTotal + 0,6 x ValordeMercadoEquity/PassivoTotal + 0,99 x ReceitaLíquida/ AtivoTotal

    Mede a liquidez de curto prazo da empresa

    Indica o grau de dependência de financiamento por dívida para sustentar as operações. Quanto maior, mais a companhia consegue financiar suas atividades com recursos próprios em vez de empréstimos.

    Avalia a capacidade de gerar lucro operacional a partir dos ativos. Um índice mais alto indica maior rentabilidade e eficiência no uso dos recursos.

    Mede o risco potencial do valor de mercado do patrimônio líquido frente ao endividamento. Um valor de mercado baixo em relação ao passivo reflete percepção negativa do mercado sobre as perspectivas da empresa.

    Mostra a receita gerada em comparação à base de ativos. Percentuais mais elevados indicam maior eficiência na geração de receita e maior lucratividade, já que reduzem a necessidade de reinvestimentos constantes.

    Como interpretar o Altman Z-Score?

    Ao calcular o Altman Z-Score, a empresa terá um resultado de 1 a 4.

    Nessa faixa, a empresa apresenta alto risco de insolvência. É fundamental adotar medidas imediatas de reestruturação de custos, renegociar dívidas e buscar alternativas de capital emergencial. A prioridade deve ser restaurar a liquidez e garantir a sobrevivência no curto prazo.

    Aqui, a situação é incerta e vulnerável. Apesar de não estar em colapso iminente, a empresa precisa agir para melhorar margens, aumentar a eficiência operacional e preparar planos de contingência. A atenção redobrada e os ajustes estratégicos são essenciais para evitar o agravamento do risco.

    Empresas nessa faixa demonstram solidez financeira. A prioridade deve ser manter a disciplina, investir em crescimento e utilizar a posição de força para consolidar vantagens competitivas no mercado. Trata-se de um momento favorável para planejar a expansão com segurança.

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